• Governo RC e o curioso caso de Benjamim Button

    Quem leu a obra ou ao menos assistiu ao premiado filme "O curioso caso de Benjamim Button" vai entender a comparação que intitula este artigo. Na ficção,...

    Quem leu a obra ou ao menos assistiu ao premiado filme "O curioso caso de Benjamim Button" vai entender a comparação que intitula este artigo. Na ficção, um homem nasce idoso e com o passar de seus dias vai rejuvenescendo até morrer um recém-nascido. Ou seja, quando criança ele apresentava as fragilidades da velhice, mas com o passar dos anos foi alcançando a força e o vigor da juventude e a ousadia da infância. Gostem ou não da pessoa do governador Ricardo Coutinho (PSB), seja oposição ou situação, não se pode negar a operosidade do seu governo. Ainda mais em tempo de crise que assola os estados, ainda mais faltando pouco mais de um ano para o fim do governo.

     

    A assinatura das ordens de serviços para a construção do Sistema Adutor TransParaíba que vai levar água do Açude de Boqueirão para 19 cidades do Curimataú paraibano (região que menos chove no Estado), obra que compreende um investimento de R$ 329 milhões com recursos próprios e 350 quilômetros de adutoras, pode exemplificar bem a comparação acima.

     

    Se não, vejamos: os primeiros anos do governo Ricardo I foram os priores, porque a decisão do gestor foi ajustar a máquina para que pudesse mais na frente se ter dinheiro para os investimentos necessários. Até 2013 pelo menos, quando os primeiros resultados do arrocho começaram a aparecer, o governador Ricardo Coutinho chegou a ser vaiado em várias situações tamanha era a desaprovação do seu governo. A Paraíba não estava acostumada com o "jeito" Ricardo de governar.

     

    A coisa começou a mudar quando as obras começaram a pipocar por todo Estado e foram elas, as obras, que fez o "mito" Cássio Cunha Lima ruir diante do "Mago trabalhador" na eleição de 2014.

     

    Veio o Ricardo II e logo se pensou: agora o governador vai cumprir tabela, concluir algumas obras que restaram do primeiro mandato e se eleger senador da República. As vaias deram lugar ao reconhecimento.

     

    E o que se viu? Ricardo mais uma vez inverter a lógica, anunciar que não deixa o governo em abril para se candidatar ao Senado e seguirá como timoneiro do seu tão propalado "Projeto".

     

    Agora, a pouco mais de um ano do fim do governo, Ricardo segue anunciando novas obras, quando a maioria dos Estados está com dificuldade de pagar a Folha de Pessoal.

     

    Repito, gostem ou não do estilo de Ricardo, foi essa forma de fazer política e de administrar que levou seu governo a chegar ao seu último ano de mandato com a força de como se tivesse começando.

     

    Hoje, olhando para trás, pode se ter a sensação, de que assim como Benjamim Button, o governo Ricardo Coutinho, foi ganhando força e ousadia, com o passar do tempo. Começou frágil como um "velhinho" e está terminando robusto como um jovem, ousado como uma criança. 

     

    Fonte: Marcos Wéric – publicado em A União

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