• O Golpe: 3º ato

    No teatro, as peças se dividem em atos. Na ópera bufa que se tornou o famigerado o Golpe perpetrado contra a vontade da maioria da população brasileira,...

    No teatro, as peças se dividem em atos. Na ópera bufa que se tornou o famigerado o Golpe perpetrado contra a vontade da maioria da população brasileira, o 3º ato teve inicio hoje, 24 de janeiro de 2018, com a confirmação da condenação do ex-presidente Lula, o que lhe torna inelegível, pois só assim, para a velha elite burguesa brasileira ter uma chance de tentar se manter no Poder. Sem Lula na disputa.

     

    o 1º ato do golpe teve inicio logo após a divulgação do resultado da eleição de 2014 quando o mineirinho Aécio Neves, que teve sua verdadeira face desnudada somente três anos depois, não reconheceu a vontade popular que lhe derrotou e a partir do dia 27 de outubro, um dia após o segundo do pleito, iniciou aquilo que estamos vivendo.

     

    Aécio contestou o resultado das urnas na Justiça e perdeu em todas das tentativas. Não satisfeito liderou o maior boicote a um governo já visto pelo imundo Congresso brasileiro, inviabilizando o governo Dilma II, ajudado pela inabilidade política da presidenta e pela coragem dela de não ceder a chantagens dos 300 picaretas, liderados pelos gangsteres Aécio Neves e Eduardo Cunha.

     

    Com um governo desestabilizado e impopular, deu-se inicio ao 2º ato. Afastar a presidenta eleita democraticamente sob a ridícula acusação de pedalada fiscal, tal “crime”, cometido por todos os ex-presidente do país, deixou de existir 48 horas depois de consumado o golpe.

     

    O que eles não contavam é que mesmo depois de anos levando pancadas da grande mídia, dentro e/ou fora do governo, o maior líder popular que este país já viu e verá por décadas ainda pela frente, ainda resistisse na memória da maioria do povo brasileiro.

     

    Depois do golpe, a confirmação de que a corrupção não recuou, nem muito menos foi invenção do PT, que a vida só melhorou para o poucos de sempre, o desejo de levar Lula de novo a presidência da república só crescia.

     

    Veio então o 3 ato. Tirar Lula da disputa.

     

    Para isso, quase uma dezena de processos foram abertos e como a preocupação em disfarçar a safadeza em ação era mínima, a ação escolhida para consumar o golpe foi a mais pífia de todas. Não tinha problema, o desfecho da ópera bufa já estava escrito, e o roteiro foi sendo alterado ao ponto em que as intenções de votos do petista subia.

     

    Uma condenação sem provas em primeira instância, admitida pelos próprios acusadores, que esqueceram do que garante a Constituição em casos de ações penais. A prova, não basta ser prova, tem que se inequívoca, robusta, indubitável. Mas que prova, eles admitem que não as tem. Tem indícios, convicções, provas não.

     

    Agora, somente o público espectador, pode não concordar com o desfecho que querem nos impor, reagir, tomar a condução do processo e mudar o  final da história.

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