• Mais uma contradição de Moro

    Já foi considerado uma blasfemia fazer qualquer questionamento sobre ao juiz Sérgio Moro ou as suas decisões, embora algumas delas sejam escandalosamente ilegais. Só para ficar em...

    Já foi considerado uma blasfemia fazer qualquer questionamento sobre ao juiz Sérgio Moro ou as suas decisões, embora algumas delas sejam escandalosamente ilegais. Só para ficar em um exemplo, quando grampeou e tornou público ligação da presidente da Republica. Pois bem, ontem o juiz Moro, tomou mais uma decisão, no mínimo contraditória.

    Moro decidiu levar a leilão público o apartamento triplex do Garujá. O mesmo apartamento que já está penhorado por outra decisão da justiça por uma dívida trabalhista da construtora OAS.

    Agora vem o pior, nesta mesma decisão que leva o danado do triplex a leilão público, o juiz Sérgio Moro, determina que o dinheiro proveniente da venda seja revertido para a Petrobras. Mas como assim? Foi o próprio Moro que disse não haver relação entre o triplex e a Petrobras.

    Sabe o que parece, quando você era criança e inventava uma mentira para sua mãe, só que ela muita mais esperta que você, sabia na hora que você na mentindo, mas para não ser pego no flagrante, você começava a emendar uma mentira na outra até esqueçar qual foi a primeira mentira e se enrolar todo.

    Veja o que disse o juiz Sérgio Moro, ao responder questionamento da defesa de Lula:

    “Este Juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobrás foram utilizados para pagamento da vantagem indevida para o ex-Presidente. Aliás, já no curso do processo, este Juízo, ao indeferir desnecessárias perícias requeridas pela Defesa para rastrear a origem dos recursos, já havia deixado claro que não havia essa correlação (itens 198-199). Nem a corrupção, nem a lavagem, tendo por crime antecedente a corrupção, exigem ou exigiriam que os valores pagos ou ocultados fossem originários especificamente dos contratos da Petrobrás”.

    Pois é, talvez o Moro tenha esquecido da mentira inicial e agora, não tem outra coisa fazer, a não ser emendar uma mentira na outra.

    Neste artigo

  • Participe da conversa