• Pedro é a saída honrosa para Cássio

    Depois da decisão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), de não disputar o governo do estado nas eleições deste ano, o PSDB e o senador...

    Depois da decisão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), de não disputar o governo do estado nas eleições deste ano, o PSDB e o senador Cássio Cunha Lima, que na verdade queriam e dependiam da candidatura do alcaide, mas cobraram uma fatura alta demais, passaram a pensar no que fazer diante do novo cenário. Apostavam que Cartaxo cederia as pressões, mas não cedeu. Romero chegou a adoecer e não quer de jeito nenhum deixar a prefeitura de Campina Grande, principalmente sem o apoio do colega da Capital. Então entrou em ação o tal do plano “P”, de Pedro Cunha Lima.

    As justificativas são as mais diversas possíveism, a começar pelo posicionamento “diferenciado” que o deputado tem adotado na Câmara defendendo o enxugamento da máquina e o fim de privilégios. Esse discurso de Pedro pode servir para Brasília e o resto do Brasil, mas aqui na terrinha é díficil de engolir vindo da terceira geração de uma oligarquia paraibana. Outra justificativa é a de renovação, da juventude, apoiada numa informação de que o eleitorado paraibano é formado por 39% de jovens. Discurso quebrado pela mesmo argumento da primeira justificativa.

    Mas na verdade, o plano “P” é uma saída honrosa para o senador Cássio e até mesmo para o clã Cunha Lima.

    Se não vejamos: se a partir da saída de Cartaxo da disputa, o caminho natural do prefeito e seu grupo é uma recomposição com o governador Ricardo Coutinho e isso acontecendo, a reeleição do senador Cássio pode está comprometida. Um dos cenários que se especula, seria a candidatura do irmão do prefeito, Lucélio Cartaxo (PSD), mais uma vez ao Senado, repetindo a dobradinha de 2014 com o PSB.

    Caso o governador Ricardo Coutinho consiga resolver a complicada “equação Lígia Feliciano” e saia também para disputar o Senado, imagina esse cenário: Ricardo candidato a senador e claro que não se ganha eleição de véspera, mas é díficil fazer prognóstico contrário a sua eleição e tendo como companheiro para disputar a segunda vaga, o irmão gêmeo do prefeito de João Pessoa, com o recall de 521 mil votos de 2014, sendo que desta vez conta com o apoio do irmão reeleito, além da máquina da PMJP e de ser o companheiro de chapa de Ricardo Coutinho e sua avaliação estrondosa em todo estado.

    É ou não é uma parada dura para o senador Cássio Cunha Lima?

    Sem fazer juízo de valor, o senador é investigado na operação Lava Jato e em outros ínqueritos ainda do tempo que governava o estado, como por exemplo o caso Concorde. Na Lava Jato, perdendo o foro privelegiado, vai parar nas mãos do juiz Sérgio Moro, que é acusado de ser benevolente com os políticos do PSDB e teria a chance de condenar um tucano de alta plumagem.

    Para fugir desse cenário, a candidatura de Pedro a governador, “inviabilizaria” a candidatura do pai ao Senado, que sairia para deputado federal sendo eleito num campanha praticamente sem custo, manteria o foro, e de quebra prepararia o nome de Pedro para concorrer ao cargo de prefeito de Campina Grande na tentativa de refazer o caminho do avô e do pai até o Palácio da Redenção.

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