• Cabedelo, Bayeux Santa Rita e Conde; não era cabeça de burro, era roubo

    Muita gente questionava se nas cidades que compreendem a região metropolitana de João Pessoa (Cabedelo, Santa Rita, Bayeux e Conde), existia uma cabeça de burro enterrada, fazendo...

    Muita gente questionava se nas cidades que compreendem a região metropolitana de João Pessoa (Cabedelo, Santa Rita, Bayeux e Conde), existia uma cabeça de burro enterrada, fazendo referência ao subdesenvolvimento em praticamente todas as áreas destes municípios, apesar de suas potencialidades e da proximidade com a Capital do Estado. Nos últimos meses pudemos testemunhar que não tinha nada de cabeça de burro ou outra maldição. O mal era a corrupção, o roubo desenfreado cometido pelas autoridades destes municípios.

     

    Cabedelo era a única que faltava ser abalada por escândalos e operações policiais. Foi também que registrou o maior impacto tendo praticamente toda sua ordenação administrativa presa na Operação Xeque-Mate da Polícia Federal e do Ministério Público. Prefeito, vice, presidente e vice da Câmara, além de outros três vereadores, presos preventivamente, mostram o tamanho do esquema que saqueava o município.

     

    Antes de Cabedelo, Santa Rita, abriu a contagem com a interminável troca de prefeitos na legislatura passada numa mistura de golpes e ações judiciais. Bayeux veio em seguida com o prefeito preso em flagrante recebendo dinheiro de um empresário local. O flagrante foi armado pelo vice-prefeito que também foi flagrado pedindo dinheiro a outro empresário prometendo cargos e outras vantagens e também se encontra afastado.

     

    A ex-prefeita de Conde está presa num escândalo que é considerado a ponta do iceberg das tramoias registradas naquele paraíso, que parece enfim respirar novos ares.

     

    Está mais que explicado. Essas cidades vêm sofrendo ano após ano com uma mistura de incompetência administrativa e corrupção, que as levaram as condições de subdesenvolvimento que ora se apresenta.

     

    As autoridades estão fazendo as suas partes. Cabe agora ao povo ser mais exigente com seus representantes.

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