• No 1º round, Ricardo imobiliza oposição

    Se compararmos a eleição de 2018 na Paraíba a uma luta (e não deixa de ser), o primeiro round acabou no último sábado, 7 de abril. Foi...

    Se compararmos a eleição de 2018 na Paraíba a uma luta (e não deixa de ser), o primeiro round acabou no último sábado, 7 de abril. Foi o prazo de desincompatibilização e filiação partidária. A decisão do governador Ricardo Coutinho de ficar no governo até o final do mandato e não renunciar para disputar o pleito a uma das vagas do Senado, foi utilizada como uma estratégia pelo chefe do executivo estadual, para imobilizar a oposição. E deu super certo.

     

    Ricardo disse que ficaria no governo há aproximadamente um ano. Quase ninguém acreditou. Era difícil realmente de acreditar que um governador com avaliação acima dos 70% e com tudo para se eleger o senador mais votado da história da Paraíba, abrisse mão do broche e de pisar naquele tapete azul, sonho de consumo de todo político.

     

    Como poucos acreditaram e principalmente depois do fico do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), que também decidiu não deixar a prefeitura par concorrer o governo, Ricardo começou a usar sua decisão como estratégia política. Como diz no popular: fez que ia e ficou.

     

    O governador passou a dar todos os sinais que sairia do governo. Encurtou o calendário do Orçamento Democrático; acelerou a entrega de obras importantes como o Parque Parahyba 2 e o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires; aceitou a criação de uma guarda para ex-governadores e mobiliou até uma casa, além de em suas falas deixar sempre o suspense no ar.

     

    Agindo assim, Ricardo deixou seus opositores paradinhos, sem saber o que fazer a chegaram a admitir que só se posicionariam após o anuncio do governador.

    Enquanto a oposição ainda tenta se desvencilhar do “mata-leão” aplicado por Ricardo, João Azevedo, pré-candidato do PSB, deixou o governo, ganhou um companheiro de chapa, o deputado federal Veneziano Vital do Rego que vai disputar o Senado pelo PSB e vai conquistando espaço, além de ter ganhado um reforço com a permanência de Ricardo no governo.

     

    Ao soar o gongo do primeiro round, a oposição tenta se recuperar agora para seguir na luta e tentar virar o jogo, mas para isso, ainda precisa escolher o lutar que vai voltar ao ringue.

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