• União da oposição é utopia

    Integrantes da oposição capitaneados pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB) tentaram nos últimos dias passar a impressão que a tão propalada união das oposições estariam enfim muito...

    Integrantes da oposição capitaneados pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB) tentaram nos últimos dias passar a impressão que a tão propalada união das oposições estariam enfim muito próxima de ser anunciada e que até a próxima semana a chapa toda, todinha, de cabo a rabo, será anunciada. O PSDB anunciou seu apoio a Lucélio Cartaxo, mas foi a rebordosa dos outros partidos da oposição que chamou mais atenção que o apoio dos tucanos. Com isso, a tese da unidade começou a desmoronar mais uma vez, por vários motivos e declarações.

     

    Os motivos são muitos e fortes.

     

    Primeiro é que estaria um tanto tarde para a oposição se unir, uma vez que a desunião impediu que os dois principais postulantes da oposição, os prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues, ficassem fora da disputa. Se houvesse de haver união, está teria que ter sido construída até o último dia 7 de abril, e um dos dois deixassem a sua respectiva prefeitura para disputar o governo.

     

    Segundo porque pelo menos três grandes partidos que compõem a oposição foram ignorados da reunião convocada para ontem em Brasília ou não fizeram questão de estar presente. O PP, o PSC e o PSD.

     

    O PP se pronunciou através do seu presidente, o vice-prefeito de Campina, Enivaldo Ribeiro, que deu o tom da “unidade”. Para ele, a oposição incompetente em não conseguir até agora apresentar um nome. E disse mais, o PP tá na pista e pode dançar com qualquer um, inclusive João Azevedo, pré-candidato do PSB. Aguinaldo veio depois e não reconheceu a chapa e disse que a forma como o processo está sendo conduzido é uma afronta a inteligência dos partidos e dos paraibanos. Disse que o jogo está zerado.

     

    O PSC sequer foi lembrado e olhe que seu presidente estava em Brasília onde aconteceria a reunião, mas não recebeu sequer um zap. Ele admitiu que a oposição pode marchar com mais de duas candidaturas ao seu comunicado pela imprensa do apoio do PSDB ao Lucélio.

     

    O senador Raimundo Lira, agora no PSD disse que não iria e foi cogitado, inclusive, como possível nome para compor a chapa da situação na condição de segundo nome para o senado, ao lado de Veneziano Vital do Rego.

    Enquanto isso, o pré-candidato da situação segue angariando apoios ao seu projeto como o PMN, que deixou Cartaxo depois de uma “vigarice política”, segundo a presidente do partido Lídia Moura, manteve o principal cabo eleitoral desta eleição no comando do processo e é solenemente ignorado de denúncias e críticas por parte dos opositores.

     

    MDB

     

    O senador José Maranhão segue com sua pré-candidatura posta e agora é que num tem nada a perder mesmo. Além do mandato até 2022, dinheiro do “fundão” para fazer campanha e o que poderia perder, já perdeu, que foi os parlamentares do partido. Assim como a união da oposição agora não faz sentido, a retirada da postulação do emedebista faz menos ainda.

     

    Sobre o apoio do PSDB a Lucélio, o diretor-tesoureiro do MDB na Paraíba, Antônio de Souza, uma espécie de porta voz de Maranhão no Estado, questionou que oposição PSBD e PV estão representando. “Que oposição é essa, que deixa de fora, o MDB (senador José Maranhão, deputado federal Benjamin Maranhão, deputados estaduais Raniery Paulino, Jullys Roberto, dezenas de Prefeitos, o maior partido do Estado); o PP de Aguiinaldo, Daniela e do vice-prefeito de Campina, Enivaldo Ribeiro); PSC de Marcondes, Renato, Leonardo Gadelha e ex-prefeito de Sousa  André Gadelha). Talvez esteja dando tiros nos pés. Todos fichas limpas e folha de serviços prestados à Paraíba. Sem envolvimento com desvio de dinheiro público”.

     

    Como se vê, apesar dos esforços, a união da oposição ainda é uma utopia.

     

     

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