• Não pode ser ignorância, só pode ser maldade

    Muito tem se falado do momento de extremismo e intolerância que o Brasil atravessa. Somos apresentados todos os dias a exemplos que nos escancaram ao...

    Muito tem se falado do momento de extremismo e intolerância que o Brasil atravessa. Somos apresentados todos os dias a exemplos que nos escancaram ao clima inóspito que estamos expostos na vida real e no mundo virtual. A “imbecilização coletiva” é uma doença dos tempos modernos que se espalha feito fogo em rastro de pólvora. Basta você não gostar de alguém/partido/político que tudo que chega ao seu ouvido ou olhos soa como  a mais absoluta verdade, por mais duvidoso que pareça, e o conteúdo (fake news) é passado adiante.

    Um dos casos mais famosos e recentes foi o da desembargadora Marília de Castro do Rio de Janeiro e do deputado Alberto Fraga que espalharam uma informação falsa de que a vereadora Marielle Franco, executada com seu motorista no Rio, tinha um filho com um traficante e que teria sido eleita para defender os interesses do tráfico. Infelizmente, os exemplos se repetem todos os dias.

    O último poderia ser uma mistura de ignorância, burrice, preconceito, xenofobia, mas sinceramente acredito se tratar de maldade pura. Perversidade.

    Me refiro ao caso do pronunciamento da senadora Glesi Hoffmann, presidente nacional do PT, a TV do Catar Al Jazeera, onde ela simplesmente repete o discurso adotado e proferido centenas de vezes em incontáveis entrevistas e discursos a dezenas de veículos de comunicação do Brasil, da América Latina e da Europa.

    Quem quiser pode e tem todo o direito de discordar do conteúdo da fala da presidente do PT, mas daí a querer transformá-lo numa convocação a terroristas para uma invasão ao Brasil e resgate do ex-presidente Lula, não pode ser considerado outra coisa, se não, maldade.

    Eu me recuso a acreditar que uma senadora da República, a Ana Amélia, ou formadores de opinião de grandes veículos de comunicação como Augusto Nunes da Veja, não saibam diferenciar Al Jaseera de Al Qaeda, povo árabe de Estado Islâmico e/ou mulçumano de terrorista. Isso é impossível.

    Portanto, ao incitar o ódio e se passarem ao papel de contribuir com a “imbelização coletiva”, este tipo de gente só pode está agindo a serviço da maldade.

    O lado positivo (se é que se pode tirar algo positivo disso), é que cada vez mais, mais gente tem se levantado contra esse tipo de coisa. É preciso também um levante de gente de bem e comprometido com a verdade, independentemente de cor partidária para que cada mentira, cada fake news, cada maldade como está seja rebatida, desmentida, desmoralizada, seja em grupos de Whatsapp ou em outras redes sociais, em espaços como este, em mesa de bar, em reunião de família, na igreja, onde quer que for…

    A verdade precisa prevalecer.

    Neste artigo

    Participe da conversa