• Mãe, uma missão que não tem fim

    Neste domingo estamos comemorando mais um Dia das Mães e aproveito a oportunidade para fazer uma singela homenagem para todas as mães através de uma...

    Neste domingo estamos comemorando mais um Dia das Mães e aproveito a oportunidade para fazer uma singela homenagem para todas as mães através de uma das poucas coisas que sei fazer razoavelmente bem, que é escrever. E talvez somente as palavras sejam mesmo capazes de conseguir atribuir algum valor a algo que possa ser entregue a uma mãe e a satisfaça de verdade. Palavras sinceras.

    Pensando em falar sobre mãe sem usar termos clichês, sem ser repetitivo e/ou simplório, comecei a matutar sobre a missão de ser mãe. Uma rápida pesquisa sobre o significado literal da palavra missão se percebe ser uma “incumbência que alguém deve executar a pedido ou por ordem de outrem”. Numa empresa a “missão é o seu propósito fundamental, sua razão de ser, sua finalidade e o porquê de sua criação”.

    Se usarmos esses conceitos na realidade de uma mãe, é fácil chegar a conclusão que a missão de uma mãe não tem fim. É infinita. É intransferível. Nenhuma pessoa, por mais amor que tenha por outra, pode desempenhar o papel da mãe. Nenhuma mãe consegue olhar para o seu filho com um olhar julgador por mais grave que seja o crime que ele tenha cometido. Nesse caso, olhar pode ser de decepção, de reprovação, mas no fundo da íris, existe amor e perdão.

    Toda mãe sabe as limitações de seus filhos, mas ouvir qualquer crítica de um terceiro, por mais consciente que ela seja, aos ouvidos de uma mãe soa quase como um insulto.

    A missão de uma mãe começa no exato momento que há a fecundação. Não sou mulher, mas tenho a impressão que a mulher sabe quando acontece a fecundação, as vezes ela pode até alimentar o desejo que ela tenha acontecido ou não tenha acontecido, mas suspeito quando ela de fato acontece, a já mãe sabe.

    A partir deste momento (a fecundação) tem inicio a missão que nunca mais terá fim. No princípio a incumbência é garantir que o período de gestação seja o mais tranquilo possível. Na verdade, na verdade mesmo, depois que nascemos acho que a vontade delas é nos colocar de volta para dentro de seu ventre. Como não é possível, é iniciada a segunda fase da missão de ser mãe.

    Amar. Cuidar. Banho. Fralda. Médico. Cólica. Choro. Dengo. Mamar. Choro da mãe. Dúvida. Medo. Essa rotina dura alguns amos.

    Em seguida é hora de “dividir” a missão. Compartilhar a educação e o cuidado. E é sempre assim. Nos primeiros dias na escola, o filho fica chorando e a mãe se vai chorando. Mais alguns anos…

    Agora vem a parte quase impossível da missão ser mãe, o cordão umbilical enfim começa a ser realmente cortado e o filho começa a caminhar com as próprias pernas. Se dependesse da mãe isso nunca aconteceria. Mas faz parte da sua missão a sensação de impotência diante da sede de liberdade que os filhos tem. Aí ela poderia voltar seus esforços, tempo e dinheiro para si. Elas tentam, mas não conseguem. Lembram? A missão de ser mãe não tem fim e elas seguem sempre atentas e no primeiro sinal de necessidade de agir ou mesmo intervir, estão de prontidão.

    Quando vem os netos, enfim elas poderiam concluir a sua missão. Que nada. Não dizem que vó é mãe duas vezes? Então, a missão agora é dupla, tripla …

    E mesmo quando a ordem natural da vida se inverte e é filho que parte primeiro, ainda assim, a mãe assume a missão de zelar pela memória do rebente e em alguns casos começa a lutar por justiça.

    Afinal, mãe é uma missão, uma missão que não tem fim.

    Parabéns a todas as mães!

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