• Dono da Projecta é delatado na Operação Xeque Mate e acusado de pagar propina para “comprar” rua em Cabedelo

    O que é uma rua comparado a um mandato de prefeito. Se na cidade de Cabedelo até mesmo o mandato do ex-prefeito Luceninha foi comprado com a...

    O que é uma rua comparado a um mandato de prefeito. Se na cidade de Cabedelo até mesmo o mandato do ex-prefeito Luceninha foi comprado com a ajuda do empresário Roberto Santiago, segundo delação e investigações da Operação Xeque-Mate, comprar uma rua não seria tarefa dificil, nem custaria os milhões que custou o mandato. Pois foi isso que pensou o empresário Henrique Lara, da Projecta Material de Construção, que tem uma unidade as margens da BR 230 no Município de Cabedelo, segundo relata em termo de delação premiada, o ex-vereador Junior Dateli.

     

    De acordo com matéria publicada no site do jornalista Diego Lima, o ex-presidente da Câmara de Cabedelo, Lucas Santina, delator que desencandeou a Xeque-Mate, o empresário Henrique Lara, teria “comprado” uma rua que passava entre dois prédios do seu estabelecimento. Segundo a denúncia que virou inquérito, o empresário pagou R$ 150 mil em propinas para vereadores da cidade aprovarem projeto que “apagaria” do mapa da cidade a rua, que “atrapalhava” o negócio da Projecta.

     

    Confira matéria completa publicada por Diego Lima no seu blog:

    No desenrolar das investigações referentes à Operação Xeque-Mate, outra grande empresa da Paraíba se vê enrolada nas citações das testemunhas e colaboradores premiados. Após o Manaíra Shopping, do empresário Roberto Santiago, que está no olho do furacão do escândalo de corrupção, desta vez a empresa citada é a Projecta.

    Segundo o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, a empresa do ramo de materiais de construção pagou R$ 150 mil em propinas para vereadores da cidade aprovarem um projeto que beneficiaria diretamente a Projecta.

    Na época, uma rua separava a loja da Projecta e o galpão, porém, após a distribuição da propina, o projeto foi aprovado e hoje a rua foi incorporada a um terreno único de propriedade da empresa.

    O acordo teria sido articulado pelo vereador Júnior Dateli, que hoje cumpre liberdade com restrições cautelares, e teriam recebido propina os vereadores Antônio do Vale, também preso, e o avaliador Inaldo. Os outros vereadores teriam negociado diretamente com Leto Viana e Santino não soube precisar, na delação, quem e quanto recebeu.

    Para se ter uma ideia da importância deste esquema em específico, o tópico virou um inquérito a parte na Operação Xeque-Mate e Júnior Dateli assinou um acordo de delação premiada para ajudar na elucidação do caso – o que lhe garante hoje liberdade. Ele, Leto, Antônio do Vale, Inácio Figueiredo, Tércio Dornelas, Belmiro Mamede, Márcio Bezerra, Moacir Dantas, Lucas Santino foram denunciados por corrupção passiva.

    Henrique Lara, empresário da Projecta que teria sido responsável pela ponte com Dateli, foi denunciado por corrupção ativa.

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