• API merece respeito

    Há algum tempo que as eleições na Associação Paraibana de Imprensa (API-PB) não registravam  uma disputa. Chapas de consenso vinham permeando os últimos pleitos. Este ano, a...

    Há algum tempo que as eleições na Associação Paraibana de Imprensa (API-PB) não registravam  uma disputa. Chapas de consenso vinham permeando os últimos pleitos. Este ano, a atual vice-presidente da entidade, a professora universitária Sandra Moura (não é a arquiteta como a maioria das pessoas estão pensando), decidiu romper com o seu companheiro de diretoria, o atual presidente João Pinto, após revelar a intenção de desfazer a parceria e disputar o cargo maximo da entidade. Sandra buscou o apoio de João Pinto, mas este foi estimulado a disputar a reeleição, direito garantido no Estatuto da API.

     

    Antes de tudo, é necessário dizer que a disputa é extremamente salutar para qualquer entidade, inclua-se a API, porque envolve a categoria, propostas são discutidas e o debate travado enriquece a Associação.

     

    O que não se pode de jeito nenhum é desrespeitar a história da Associação Paraibana de Imprensa com uma disputa desqualificada, com ataques e denuncismo. Ainda mais quando a disputa se dá entre os atuais presidente e vice, sem que se tenha registrado um rompimento há longo prazo e o afastamento se deu em cima do prazo eleitoral. Dentro dessa lógica, os postulantes tiveram praticamente três anos para discutirem entre si os prováveis erros da administração ou definir um rompimento, o que de fato não houve.

     

    Infelizmente não foi o que se viu durante a campanha. A vice-presidente Sandra Moura, que rompeu as vésperas do inicio do processo eleitoral, pautou sua campanha em acusações contra o atual presidente e candidato a reeleição João Pinto. A estrutura de campanha da candidata oposicionista parece ter sido bancada por dois vereadores da cidade de João Pessoa, já que os dois parlamentares mirins era presenças carimbadas em todos os eventos da campanha, mesmo sem ser eleitores da API, demonstrando uma partidarização na disputa.

     

    A API não tem partido e seu olhar deve ser em prol do associado, sem esquecer de sua importância no debate social que deve ser pautado sem paixões políticas, partidarismo ou predileções.

     

    Para completar, um dia antes do pleito, a professora Sandra Moura, e seus apoiadores, acionam a Justiça com argumentos frágeis induzindo a justiça ao erro ao conceder liminar para suspender a eleição e ridicularizando a entidade e o seu associado, que viraram motivos de chacota nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens.

    A principal acusação a João Pinto é que ele estaria indo para um quarto mandato, o que para não classificar de mentira, vou chamar de meia verdade. Dos quatro mandatos, que João Pinto realmente cumpre, em dois deles ele foi chamado para ser vice-presidente por sua densidade eleitoral e militância junto a categoria e veio a assumir, assim mesmo tendo um hiato de alguns anos entre as oportunidades. Ou seja, não se trata de quatro mandatos, mas dois e o Estatuto permite a reeleição, não há então nenhuma irregularidade. Pode haver crítica e ela deve ser feita. Cabe ao associado a escolha, através do voto livre e soberano, se deve conceder mais um mandato a João, ou não.

     

    A API, por seu passado, seu presente e seu futuro, merece respeito. Talvez muita gente não entenda isso, porque na verdade nunca militou na Associação e estar candidata para atender a capricho de outros.

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