• “Operação Cidade Luz”: ex-assessor da PMJP tentou levar esquema para outras cidades comandadas pela oposição

    O vasto material que compõe a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público da Paraíba com relação a Operação...

    O vasto material que compõe a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público da Paraíba com relação a Operação Cidade Luz, traz novidades a cada dia. A operação apura fraudes, desvios de recursos público na Prefeitura de Patos e o pagamento de propina para grupos político e privado, tendo como esquema o contrato fraudulento entre duas empresas de manutenção da iluminação pública e a prefeitura.

     

    O ex-assessor jurídico da Prefeitura de João Pessoa, Felipe Cartaxo, parente do prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PV), foi alvo de busca e apreensão durante a operação, já que foi um dos delatados por ex-funcionários da Real Energy, empresa operadora do esquema em Patos e em outras cidades, conforme investigação dos Ministérios Públicos do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

     

    Em uma das conversas em aplicativo de troca de mensagens que foram descobertas pelo Ministério Público no telefone de Felipe Castro, ex-funcionário da Real Energy, há a informação de que o Felipe Cartaxo, o ex-assessora da PMJP, estava intermediando a entrada da empresa, juntamente com o esquema em pelo menos quatro cidades na Paraíba, todas comandadas por partidos da oposição, ou seja, do mesmo campo político do prefeito Luciano Cartaxo.

     

    De acordo com a conversa anexada a ação do MPPB, Artur Castro que é pai de Felipe Castro e vizinho de Felipe Cartaxo, informa os nomes das cidades de Cajazeiras, Santa Rita, Cabedelo e Bayeux, e diz que são os municípios que eles estão “trabalhando” para implementar o esquema e que quem estava intermediando era o Felipe Cartaxo e uma outra pessoa chamada Paulo de Tarcio.

     

    A cidades de Cabedelo e Bayeux, eram administradas à época por prefeitos da oposição, que inclusive foram presos e afastados em operações do MP e da Polícia Federal, e Cajazeiras e Santa Rita, ainda são administradas pelo PP e PSDB, partidos oposicionistas na Paraíba, que inclusive formam a chapa majoritária encabeçada pelo PV.

     

    Em outra conversa, Artur Castro diz ao filho que tem novidades sobre outra cidade, Cajazeiras, e outras 15 do porte de Caicó. “Ontem voltei de Patos com Felipe Cartaxo, temos novidades. Mais uma cidade, Cajazeiras-PB. Mais tarde te ligo”.

    A ampliação do esquema para outras cidades da Paraíba, além de Patos ou onde por ventura já estivesse implantado, não deve ter prosperado, já que o Ministério Público do Rio Grande do Norte desbaratou o esquema a partir de Natal, onde ocorreu a fase inicial da Operação Cidade Luz. O MPRN descobriu a atuação do esquema na Paraíba a partir da cidade de Patos, e encaminhou a documentação apreendida e a delação premiadas de dois colaboradores para o MPPB, que por sua vez desencadeou a Operação Cidade Luz, em Patos.

     

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