• A resposta das urnas

    Concluído o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, 28, com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente e mais 14 governadores, a resposta das urnas...

    Concluído o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, 28, com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente e mais 14 governadores, a resposta das urnas é cristalina, embora em alguns casos possa esbarrar num eventual erro. Renovação foi a tônica do pleito de 2018. Lembrando que nem sempre se renova para melhor, mas o recado para a classe política foi muito claro e forte. O povo brasileiro não aceita mais as velhas práticas políticas, embora na ânsia de renovar, algum equivoco possa ter sido registrado.

     

    O futuro presidente foi eleito com um discurso que catalisou para ele uma série de insatisfações da população brasileira, a mais forte dela a negação da velha política.

     

    Além dele, somente neste domingo vários governadores foram eleitos sob o prisma da renovação, alguns deles estreantes na política, como foi o caso do Rio de Janeiro (Wilson Witzel), Minas Gerais (Romeu Zema), Distrito Federal (Ibaneis), Amazonas (Wilson Lima), Rondônia (Coronel Marcos Rocha), Santa Catarina (Comandante Moisés), Roraima (Antônio Denarium), estes três últimos levados pela onda Bolsonaro.

     

    Até mesmo em casos como na Paraíba, onde o atual governador conseguiu fazer o sucessor, se registra o caráter de renovação, já que o eleito participou da sua primeira campanha e tem um perfil mais técnico, do que político; e no Rio Grande do Sul, onde o governador eleito, apesar de já ter sido prefeito de Pelotas, tem apenas 33 anos de idade.

     

    Novo

     

    Outro fato que exemplifica bem a busca por renovação do eleitorado brasileiro, foi a eleição do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, eleito pelo Partido Novo, que disputou sua primeira eleição, com um regimento interno cheio de critérios, inclusive para filiação e financiamento de campanha.

     

    O próprio Dória

     

    A eleição de João Dória em São Paulo também se encaixa neste sentido de renovação, no qual ele mesmo se apresenta desde 2016 e apesar do desgaste por ter deixado a prefeitura de São Paulo com apenas 1 anos e três meses para disputar o governo do Estado, conseguiu vencer, mesmo numa disputa acirradíssima.

     

    Discurso de Bolsonaro

     

    O vitorioso adotou um tom infinitamente mais ameno no seu discurso da vitória, do que aquele que caracterizou toda sua vida pública. Pacificação, respeito a constituição e os valores democráticos, liberdade, foram falas principais do discurso, lido, do presidente eleito Jair Bolsonaro. Surpreendeu no discurso, vamos ver na prática.

     

    Haddad, um novo líder

     

    Todos os analistas políticos concordam num único ponto desta eleição. Que ela foi totalmente atípica. Principalmente para o PT, que viu o nível de rejeição da legenda ir às nuvens, além ter o seu principal líder fora da disputa e encarcerado.

     

    Passada a campanha, é possível avaliar que o PT e Lula subestimaram o potencial de liderança de Fernando Haddad. Quando o candidato derrotado se viu livre da dependência de Lula, o Brasil viu surgir um novo líder, com autonomia e carisma.

     

    O Partido dos Trabalhadores deve pensar nisso e garantir a Haddad a estrutura para que seja ele, o personagem a liderar a oposição no Brasil e o processo de renovação “interna corporis” do próprio PT.

     

    Ponto negativo

     

    O ponto negativo desse processo de renovação é que apenas uma mulher foi eleita governadora nas eleições deste ano. E ela é paraibana, mas foi eleita para governador o Estado vizinho do Rio Grande do Norte. Fátima Bezerra (PT).

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