• Saída de cubanos do “Mais Médicos” é primeiro golpe de Bolsonaro nos mais pobres

    A decisão do Ministério da Saúde de Cuba de deixar o programa Mais Médicos é o primeiro grande golpe do governo Bolsonaro contra os mais pobres. A...

    A decisão do Ministério da Saúde de Cuba de deixar o programa Mais Médicos é o primeiro grande golpe do governo Bolsonaro contra os mais pobres. A decisão foi tomada
    depois de uma série de exigência e ataques do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), carregados de preconceito ideológico, logo dele
    que critica tanto as relações baseadas nas ideologias.

    O que me estranha é a preocupação do presidente eleito do Brasil com o bem-estar e com o bolso dos médicos cubanos, mas sua
    preocupação com os 29 milhões de brasileiros que poderão ficar desassistidos da atenção
    básica de saúde, com a saída deles do Brasil, parece ser zero.

    Os que comemoram a saída dos cubanos do programa, são os mesmos que pagam caro para serem humilhados nas “Unimed’s” na
    vida e não enxergam que nas capitais e com excelentes salários, anda faltando médicos, imagina nos rincões onde nosso doutores não
    ousam pisar os sapatos italianos brancos.

    Os profissionais de nacionalidade cubana representam, atualmente, mais da metade dos médicos do programa, o que poderá acarretar
    em “um cenário desastroso” para pelo menos 3.243 municípios. “Dos 5.570 municípios do país, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo pro-
    grama e 90% dos atendimentos da população indígena são feitos por profissionais de Cuba”, informou em nota conjunta, o Conselho Nacio-
    nal de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

    O Conasems e a FNP lembram ainda que o Mais Médicos é amplamente aprovado pelos usuários, com 85% de satisfação em relação à
    melhoria na assistência em saúde após a implantação do programa.
    “Cabe destacar que o programa é uma conquista dos municípios brasileiros em resposta à campanha ‘Cadê o Médico?’, liderada pela FNP, em 2013. Na ocasião, prefeitas e prefeitos evidenciaram a dificuldade de contratar e fixar profissionais no interior do país e na periferia das grandes cidades”, afirmam prefeitos e secretários de saúde na nota.
    Segundo as entidades, a cooperação com o governo de Cuba impactará negativamente no sistema de saúde, aumentando as demandas por atendimentos nas redes de média e alta complexidade, além de agravar as desigualdades regionais, já que a maioria dos médicos está espalhada no interior das regiões Norte
    e Nordeste.

    “O cancelamento abrupto dos contratos em vigor representará perda cruel para toda a população, especialmente para os mais po-
    bres. Não podemos abrir mão do princípio constitucional da universalização do direito à
    saúde, nem compactuar com esse retrocesso”, encerra a nota.

    O Conselho Federal de Medicina disse, também em nota, que o Brasil tem profissionais nativos em número suficiente para atender
    a demanda. Pois bem, o Ministério da Saúde anunciou nessa quarta-feira (14) que vai lançar um edital nos próximos dias para médicos
    brasileiros que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos que integram o programa Mais Médicos, que
    atende população que vive em áreas carentes e periferias. Segundo o ministério, 8.332 vagas são ocupadas por esses profissionais.

    Vamos ver se as vagas serão preenchidas pelos brasileiros.

     

    Publicado em A União

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