• Oposição na Paraíba precisa ser mais que fofoca

    No fundo, no fundo, todo governante deseja ter uma oposição qualificada lhe fazendo contraponto, pelo menos aqueles que estão verdadeiramente interessados em fazer um bom governo e...

    No fundo, no fundo, todo governante deseja ter uma oposição qualificada lhe fazendo contraponto, pelo menos aqueles que estão verdadeiramente interessados em fazer um bom governo e acertar mais que errar. A oposição, quando qualificada, ajuda a identificar falhas na gestão, que inevitavelmente são cometidas, porque ninguém é perfeito, muitos menos nenhum governo, e na maioria dos casos quem estão ao lado, fica receoso de apontar essas falhas, fazendo apenas o papel de concordar com tudo, embora preveja algum insucesso.

     

    Nos últimos quatro anos, em minoria na quantidade, e sem conseguir encontrar um discurso, a oposição não conseguiu nem atrapalhar o governo, nem ajudar o estado. O resultado das urnas mostra claramente isso. Uma derrota, quantitativa e qualitativamente, nas eleições majoritárias e proporcionais.

     

    É fato que a legislatura ainda não começou efetivamente, uma vez que os deputados estaduais tomam posse apenas no dia 1º de fevereiro, mas os primeiros passos de alguns oposicionistas devem preocupar quem está na bancada disposto a fazer diferente dos últimos anos.

     

    Acreditem, o foco principal da oposição até agora é fazer fofoca, tentar gerar intriga entre o governador João Azevêdo e o ex-governador Ricardo Coutinho, ambos do PSB. Esquecem que tanto João, quanto Ricardo, já deixaram a casa dos 50 anos, mais da metade deles dedicado a vida pública, estão acostumados com o jogo de intrigas que o Poder apresenta e têm ainda exemplos claros, dentro de casa, que um rompimento nada tem a acrescentar ao grupo, a eles e a Paraíba.

     

    Estão vacinados contra esse tipo de bobagem.

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