16
Fev
2017

21:00

Lula lidera e Lava Jato parece não ter limpado memória do brasileiro

Mais uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República foi divulgada nesta quarta-feira, 15, pela CNT/MDA e mais uma vez, para surpresa de muitos, o ex-presidente Lula, aparece liderando todos os cenários.  Mesmo diante de forte e ininterrupto bombardeio da grande mídia e porque não dizer, vítima dos excessos comprovados dos procuradores da Operação Lava Jato (o famoso caso do PowerPoint, por exemplo), do juiz Sérgio Moro (grampo ilegal, por exemplo), e até do STF (nomeação suspensa/ Moreira Franco-ministro, por exemplo), Lula ainda não tem oponente que lhe derrote, a preço de hoje.

 

Admiradores e opositores de Lula se perguntam como é possível?

 

Talvez a resposta seja mais fácil do que se imagina. Algum filosofo poderia discorrer uma tese interminável para justificar o fenômeno Lula, que no popular é conhecido como massa de pão, que quanto mais bate, mais cresce.

 

Mais uma frase por resumir qualquer tese. A Lava Jato não foi capaz de limpar a memória do Brasileiro, pelo menos da maioria. Se fizermos um exercício de memória, vamos nos lembrar de como era o Brasil em dezembro de 2002, um mês antes do “retirante aleijado e analfabeto” (era assim que Lula era tratado pelas elites) chegar ao Poder.  

 

Quantas Universidades nós tínhamos; quantas Escolas Técnicas nós tínhamos; quanto era o salário mínimo; quanto era a taxa de juros; que lugar nos ocupávamos no ranking das grandes economias do mundo; quantos miseráveis existiam no Brasil; quantas pessoas viviam abaixo da linha da pobreza; quem tinha acesso a adquirir seu imóvel próprio; de quanto era a inflação; quantos empregos eram gerados; quantos negros entravam na Universidade; quantos ascendiam a classe média???? ...

 

As respostas para essas e outras perguntas, talvez seja capaz também de responder, o porquê, que ninguém ainda é capaz de bater Lula. Claro que as pesquisas de hoje não elegem Lula como presidente em 2018, mas dão clara demonstração de que seu legado é indestrutível.

 

Uma rápida busca na internet em números oficiais é capaz de confirmar isso. Praticamente todos os indicadores do Brasil melhoraram na era Lula em relação aos antecessores. Isso é fato e não pode ser apagado da história e da memória dos brasileiros.

 

Em 2002, o Brasil ocupava a 13ª posição no ranking global de economias medido pelo PIB em dólar, segundo dados do Banco Mundial e FMI. Chegou a ser o 6º em 2011, desbancando a Grã-Bretanha. Isso é fato.

 

A nota do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que era de 0,649 no início dos anos 2000, chegou a 0,755 hoje, o que indica uma melhora. Isso é fato.

 

Em 2014, um relatório da ONU registrou uma queda significativa da desigualdade no Brasil na última década, com o Gini passando, nos cálculos das Nações Unidas, de 54,2 para 45,9. Isso é fato.

 

No governo de FHC do PSDB, foram criadas 11 Escolas Técnicas e uma Universidade Federal. No governo Lula foram 224 Escolas Técnicas e 14 Universidades (Dados do MEC). Lula criou o ProUni e colocou preto e pobre ao lado de ricos e playboys nas Faculdades particulares, beneficiando mais de um milhão de estudantes.

 

As reservas internacionais do Brasil em dezembro de 2002 eram de R$ 16 bilhões. Em agosto de 2012 era de R$ 372 bi.

 

Ou seja, tanto no social, quanto no econômico, os avanços são inegáveis.

 

O maior pecado de Lula, além de fechar os olhos para a corrupção que circundava seu governo, e isso é inegável, foi não ter aproveitado seu capital político e todos esses indicadores positivos para fazer as reformas que o Brasil precisa e que contribuiria, inclusive para o combate a corrupção.

 

Só deixar claro que não me coloco contra a Operação Lava Jato e acho ela indispensável para o futuro do país, mas como tudo que o homem põe a mãos, ela tem sim, seus equívocos. E por incrível que pareça, apesar de esbravejar contra a operação, não é Lula que tenta acabar com ela. É justamente os que foram beneficiados pelo afastamento do PT do governo.

 

“Estancar a sangria”, lembra?

Fonte: Marcos Wéric

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