• RC vê trama de Catão e do Correio contra Empreender e espera que TRE não embarque no plano da oposição: “Não há prova de uso eleitoral”

    Em entrevista ao Conexão Master, da TV Master, nesta segunda-feira (24), o governador Ricardo Coutinho (PSB) classificou de factóide eleitoral a tentativa de criminalização do...

    Em entrevista ao Conexão Master, da TV Master, nesta segunda-feira (24), o governador Ricardo Coutinho (PSB) classificou de factóide eleitoral a tentativa de criminalização do programa Empreender Paraíba nas eleições deste ano. E disse esperar que o Tribunal Regional Eleitoral – que tem marcado para a próxima sexta-feira julgamento de AIJE sobre o programa referente às eleições de 2014 – não embarque na onda da oposição. 

    “Desde o início que tentam criminalizar o Empreender Paraíba, que é um programa fundamental para a vida das pessoas. Ele precisa ser é respeitado”, declarou Ricardo, que afastou, usando dados oficiais constantes nos autos do processos, qualquer uso eleitoreiro do programa.
    “Não há uma prova sequer daquilo que serviu de acusação para criminalizar o programa em 2014. Todas as supostas irregularidades levantadas não foram comprovadas e não se encontrou, diante das centenas de depoimentos colhidos, um só beneficiário que tivesse dito que só recebeu porque foi obrigado a votar em mim”, destacou.
    Segundo ele, a tentativa de criminalização do Empreender envolve membros da oposição que estão fora dos partidos políticos. E citou nominalmente o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Fernando Catão, que é tio do senador Cássio Cunha Lima, e o Sistema Correio da Paraíba. “É a oposição que existe também em instituições que tenta qualquer factóide que possa atrapalhar um pouco esta curva ascendente de João Azevedo (candidato apoiado pelo PSB ao governo do Estado) e a curva descendente dos outros candidatos”, disparou o governador.
    Na entrevista, ele criticou duramente o vazamento de relatório preliminar de auditoria do TCE apontando um suposto aumento de mais de 600% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2018, ano eleitoral. Ricardo disse que a comparação não passou de uma clara manipulação.
    “Claramente uma manipulação. O conselheiro Fernando Catão jamais poderia autorizar um relatório daquele. Queria apenas um mote para dar sequência a essa criminalização a um programa tão importante para vida da pessoas. No ano passado, o próprio Catão deu uma liminar suspendendo o programa e no primeiro semestre do ano passado o valor foi menor porque, além disso, estávamos modernizando o sistema do Empreender. Mas tudo foi compensado no segundo. No ano passado todinho foram de 13 milhões de créditos de empreender. Este ano até setembro 10, 4 milhões. Que aumentou foi esse? É só uma tentativa de gerar um fato e tentar criminalizar o Empreender”, disse, questionando porque o tal relatório foi parar logo “nas mãos” do Correio da Paraíba.
    Para Ricardo, a Justiça Eleitoral precisará tomar cuidado para não embarcar nessa tentativa de criminalização do Empreender. Sobre a AIJE do Empreender, ele destacou que não há uma prova sequer do uso eleitoral do programa.
    Segundo ele, o crescimento de 2014 para 2013 foi o menor desde a implantação do Empreender. “Cresceu 209% em 2012, 91% em 2013 e apenas 36% em 2014, seguindo um fluxo natural de arrecadação”, disse.
    “Ganhei eleição contra quem usou dinheiro na eleição. E ganhei no voto, nas ideias, e no debate por mais de 111 mil votos de diferença. Quem perde a eleição há muito quer forçar a barra para dar um golpe”, completou.
    Por fim, o governador admitiu que também estranhou a marcação da data do julgamento uma semana antes do pleito, quando todos os TREs do Brasil estão completamente envolvidos no processo eleitoral em curso. Mas declarou que acredita na lisura da Corte Eleitoral paraibana.
    “Ganhei eleição contra quem usou dinheiro na eleição. E ganhei no voto, nas ideias, e no debate por mais de 111 mil votos de diferença. Quem perde a eleição há muito quer forçar a barra para dar um golpe. Respeito a data que o TRE colocar, mas me parece que uma semana da eleição, todo me pergunta e eu não tenho resposta. É preciso que tenhamos muito cuidado para que continuemos salvaguardando a importante missão da Justiça Eleitoral porque ela tem se mantido acima de qualquer suspeita. A oposição está muito perdida. O Empreender é um programa que precisa ser respeitado e não há qualquer prova de uso eleitoreiro, nem aqui nos autos nem em canto algum”, finalizou.

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